Natiele Lopes. Tecnologia do Blogger.

Capítulo 1

(Fic Never Gonna Be Alone)

Ness hoje havia demorado mais do que o habitual pra dormir, amanhã ela teria o seu primeiro dia de aula numa escolinha aqui em Focks e estava agitada, ansiosa e muito nervosa por causa disso, o que é bem normal para uma garota que nunca conviveu muito com os humanos, tirando a minha irmã é claro,mais ela não é criança,então não conta,mesmo assim eu sempre fiz o possível para diverti – lá,hoje mesmo por exemplo, tomamos juntos um banho gelado e de mangueira no jardim que ficava nos fundos da nossa casa.

Na verdade tudo começou quando Rebecca regava as suas plantinhas e flores no jardim e por descuido um jato de água pegou em ness que estava ao lado da mãe brincando, ela apenas sorriu no começo e começou a molhar os pezinhos na água, depois pegou a mangueira que Rebecca havia depositado no chão e acabou molhando a sua roupinha, um macacão clarinho rosa bebe.


‘’Não filha,cuidado’’Rebecca advertiu mais já era tarde, nessie já estava completamente ensopada diante da mangueira que esguichava água de todos os lados molhando o meu focinho, isso a fez rir e eu gostei disso, por que adorava vê-la sorrir.


‘’Olha mamãe a mangueira molhou o Jake’’Ela falava entre risos contagiando até mesmo Rebecca que no mesmo estante pegou a mangueira que estava no chão e esguichou mais água em mim, eu bufei em protesto enquanto Nessi gargalhava divertida com aquela situação toda.


Rebecca deu um sorriso sacana e acabou atingiu Renesmee com a água também.


‘’Mamãe’’Ela disse secado os olhinhos castanhos e tirando uma mecha do seu cabelo que estava grudada em uma das suas bochechinhas rosadas.


‘’O que foi?’’Rebecca na hora se fez de desentendida e quando nessie ia responder lá estava ela de novo jogando água na minha menina que correu na minha direção rindo sem parar com a atitude da mãe.


‘’Joga no Jake também mamãe’’Ela pedia rindo e a Rebecca como sempre acatou prontamente o pedido da filha e me molhou novamente.


Levei mais um bom banho de água gelada de Becca e como troco pela sua ousadia fiz o que todo cachorro faz quando esta molhado para se secar, chacoalhei o meu corpo e espirei uma grande quantidade de água por todos os lados atingindo na hora as das duas em cheio,Renesmee apenas riu se agarrando a mim enquanto Becca me olhava feio’’quem mandou me atentar maninha’’Pensei vitorioso e nos três voltamos com aquela guerrinha particular.

-Ei Jacob- Rebecca me chamou baixinho na porta do quarto - Eu já tirei o seu prato... Venha você precisa comer-Ela Falou preocupada comigo ‘’como sempre’’.

-Calma ai Rebecca eu já estou indo - Falei hesitante eu não queria sair daquele quarto, pelo contrario por mim eu ficaria aqui velando o sono da minha menina a noite inteira.

-Você quer que ela te veja ai?-Rebecca perguntou nervosa e eu neguei com a cabeça me rendendo na hora e saindo do quarto.

-Eu só estava vendo ela dormir-Me justifiquei quando ela fechava a porta e ia para cozinha.

-Se você continuar a se arriscar assim Jacob, a nessie vai acabar descobrindo tudo e dai eu não quero nem pensar-Ela me alertou apontando com o dedo o meu prato que estava em cima da mesa com um bom pedaço de lasanha que Rebecca havia feito hoje especialmente para nessie que adorava lasanha.

-Não se preocupe eu tomo cuidado-Garanti enquanto me sentava a mesa e começava a comer.

-Jacob quanto vezes eu tenho que lhe dizer isso meu irmão?- Rebecca se sentou na cadeira que ficava em minha frente e me encarou -O melhor a fazer nessa historia toda e você contar logo a verdade pra ela - Aconselhou.

-Não Rebecca isso seria muito perigoso- Neguei rapidamente a sua sugestão e Becca revirou os olhos escorregando na cadeira e tombando a cabeça para trás

-Por que você não assumi logo que é um covarde - Acusou.

-E se eu for... -Resmunguei baixinho colocando mais um pedaço de lasanha na boca, aquilo deveria estar realmente delicioso mais pra mim já não tinha mais gosto algum com a Rebecca me pressionando novamente desse jeito.

-Eu não sei por que aceitei essa situação- Ela assumiu me encarando novamente -Essa mentirada toda esta me matando Jacob... Eu odeio mentir pra ela- Choramingou.

-Eu também odeio Rebecca,mais é preciso.

-Não, isso não é preciso... Aquele vampiro deve esta à milhas de distancia agora e ainda se dedurar ele nem lembra mais dela.

-E quem garante?... Se até a própria mãe da nessie escreveu que temia pelo futuro da filha em relação aquele mostro, não eu não vou por a vida dela em risco.

-Você pode protege - lá das suas formas...

-REBECCA CHEGA- Dessa vez eu me exaltei.

-Ei fala baixo-Ela pediu entre dentes e eu me levantei.

-Você sabe do medo que eu sinto aqui dentro não sabe, então por que insiste tanto... Todo mundo tem um ponto fraco Rebecca inclusive você - Acusei prontamente eu sabia muito bem que a minha irmã tinha um segredo guardado, que a levou a se isolar do mundo e fugir de La Push anos atrás.

-Ok...faço o que quiser então...mais depois não me peça para interceder ao seu favor,Renesmee vai te odiar apenas por um único motivo Jacob-Ela pausou por um instante e voltou a falar se levantado da mesa –E vai ser pela tua mentira –E dizendo isso ela saiu da cozinha me deixando pra trás.

-Merda- Resmunguei baixinho indo direto para o meu quarto que ficava no porão da casa, num lugar mais isolado a onde nessie não me encontraria.

Entrei no meu quarto e desabei na cama pequena de solteiro que deixava os meus pés para fora e coloquei as minhas mãos atrás da cabeça fitando o teto escuro, lá em cima eu podia perfeitamente ouvir as batidas do coração da minha menina, a sua respiração calminha, seus suspiros e resmungos quando estava sonhando e eram justamente essas coisas todas as únicas capazes de me fazer dormir nesse quarto tão escuro, pequeno e úmido.

Mais hoje o sono havia me abandonado e somente as frases que Becca proferiu lá em cima na cozinha martelavam na minha cabeça e me deixava angustiado.

Virei-me para o lado me sentido desconfortável na cama que rangia a cada mero movimento meu e lembrei-me do meu pai, dos meus amigos de La Push de como era a minha vida antes de tudo isso.

Naquela época eu  tinha apenas 16 anos de idade e uma vida normal, com amigos, namorada, sonhos, prioridade, responsabilidade e metas até descobrir que não era uma adolescente qualquer, ou melhor, um humano normal, na realidade o Jacob Black extrovertido que todo mundo conhecia nunca existiu, no lugar dele havia outro alguém, ‘’um outro eu’’ que só me foi revelado quando o meu pai Billy Black jogou aquela merda toda na minha cabeça.


No começo eu cheguei a ri achando que ele estava surtando, não podia imaginar que atrás do meu mundinho simples poderia haver algo tão complexo, uma sina que inevitavelmente passava de geração para geração, como uma verdadeira maldição.


Não eu não queria salvar o mundo, não queria ser diferente, não queria me transformar em um animal e muito menos me envolver com os frios,os nossos inimigos mortais que eram criaturas horrendas bebedoras de sangue que os humanos tinham a mania de chamar de vampiros.


Eu tentei renegar tudo isso, fugir como a minha irmã mais velha Rebecca havia feito alguns anos atrás.


Eu consigo bem imaginar como deve ter sido difícil para ela ter descoberto isso, uma família de transforme é realmente uma idéia bem assustadora ‘’só de pensar’’, Rebecca só agiu como Ângela minha namorada provavelmente agiria, como os meus amigos Peter e Charlie fariam, ela fugiu pra bem longe, se afastou desses seres que nos somos ao contrario de Rachel que aceitou tudo numa boa.


E eu sabia bem o porquê, Rachel estava presa no impright que Paul havia tido com ela, o que era mais uma magia do meu povo idiota que nos impossibilitava da escolha, às vezes eu me perguntava a onde estava o livre arbítrio?Sentia-me um verdadeiro robô que não podia expressar e nem ter as minhas próprias vontades.


Era notória a minha infelicidade diante da verdade, ser o próximo Alfa como o meu pai mesmo constatou que em breve eu seria por direito e também por herança, pra mim, já era uma carta fora do baralho.


Não eu havia contando pra ninguém que iria embora, decidi esperar a hora certa a meu ver, já tinha me decidido que buscar o meu rumo sozinho era o melhor pra mim, eu precisava de um tempo a sós comigo mesmo, agir conforme as minhas próprias vontades mesmo que elas fosse sempre limitadas ao o meu animal interior, ‘’não’’ eu não iria me acostumar com ele, mais ia tentar simplesmente conviver e aprender com a minha nova vida.


Se for pra ser um animal, eu iria me tornar um de verdade, só que longe disso tudo aqui, eu não aguentava mais acatar ordens do meu pai, de viver conforme as regras e esses costumes idiotas, eu não escolhi isso e não queria isso.


***


Estava previsto para acontecer um ataque aos frios que aos poucos invadiam as nossas terras a procura de alimento, meu pai já havia estudado os costumes e planejado a melhor defesa e o melhor ataque que poderíamos usar para sairmos dessa luta vencedores, eu não podia negar, ele era muito bom mesmo no que fazia, suas decisão eram sempre sensatas e de uma inteligência impecável, de fato o senhor Billy havia nascido para comandar.


Mais eu não,então o melhor a fazer era ir embora de uma vez por todas.


Peguei apenas uma peça de roupa e enrolei num saco qualquer que poderia ser facilmente preso na minha mandíbula e exatamente nessa hora escutei a porta do meu quarto se abrir de uma maneira brusca.


-O que você pensa que esta fazendo Jacob Black?-Sua voz trovejou pelo quarto chegado até mim como um baque.


-Eu estou indo embora... Não esta vendo-Me virei para fita-lo segurando a sacola de roupa em uma das minhas mãos.


-Não você não vai-Ele falou firmemente.


-Eu vou sim senhor Billy a não ser que você me ordene ao contrario... Por que não é assim que funciona?...Você manda e nos obedecemos, como se fossemos os seus soldadinhos de chumbo?Ou melhor, seus cães de guarda?


-Eu sirvo apenas para colocar ordem nas coisas filho, nos somos uma família-Ele respondeu um pouco mais calmo e por um momento eu pensei em desistir.


-Família?Que família é essa que me escondeu a vida inteira a verdade e depois me obrigou a fazer o que eu não quero?... Eu perdi tudo pai, os meus sonhos, a minha alegria, os meus amigos, eu perdi a minha dignidade.


-Você não sabe o que esta dizendo, fazer parte da martinha deveria ser uma honra... Nos todos salvamos vidas filho,protegemos as nossas terras e as nossas famílias daqueles bebedores de sangue, isso é uma dádiva que precisamos reconhecer.


-Você chama uma maldita maldição de dádiva?-Perguntei sarcasticamente.


-Maldição-Meu pai repetiu entre dentes-Não Jacob isso não é uma maldição e um dia você vai ver que isso que eu estou dizendo é a pura verdade... Maldição seria se fossemos atacadas todos os dias por aqueles sanguinários sem direito de defesa, já pensou como seria?E você ainda tem coragem de chamar isso tudo de maldição, nos fomos abençoados.


-Essa vida não é pra mim pai, eu quero ser livre, agir por mim mesmo,ser independente- Declarei abaixando a cabeça.


-Eu não vou impedir Jacob, que você vá embora como a sua irmã foi...mais eu lhe peço filho que fique só por hoje e cuide da reserva...protege a sua irmã causo algo de errado com aqueles vampiros-Ele me pediu e eu assenti,seria a ultima coisa que faria para o meu pai antes de partir.


-Esta certo, eu faço isso sim-Ele então me abraçou.


-Obrigado filho – Foram as suas ultimas palavras antes de me deixar sozinho no meu quarto.

Senti algo molhado descendo pelo meu rosto e só ai é que eu fui me dar conta que estava chorando, as lembranças do ultimo momento que estive com o meu pai me machucam ''e muito'', por que eu me sinto terrivelmente culpado pela forma que tudo isso aconteceu.

-Oh meu deus, pai - Rachel gritou desesperada correndo na direção de Paul,Sam,Jared e Embry que traziam papai morto nos braços enquanto eu não consegui sequer me mover da onde estava,aquela cena havia acabado com todas as minhas estruturas e me tirado o chão.


-Paul o que aconteceu com ele?... Papai acorda, fala comigo-Ela falava sem parar e no mesmo estande eles depositaram meu pai no chão que sangrava muito na região do abdome que tinha uma espécie de perfuração.


-Quem fez isso?-Foi à única coisa que consegui dizer tentando controlar o meu choro que ameaçava escapar diante do meu pai morto.


-Ainda pergunta- Paul foi o único que se precipitou a responder - Você podia ter evitado tudo isso Jacob se não tivesse nos abandonado -Ela acusou sem piedade alguma pelo meu sofrimento.


-Paul cala a boca- Rachel bradou a ele que abaixou a cabeça na hora e ficou em silencio - Jacob você sabe que isso não é verdade, não é?-Ela pediu entre soluços me olhando com ternura.


-Não Rachel Paul tem razão, eu estraguei tudo e agora papai esta morto por minha causa....-Me culpei me sentido completamente destroçado por dentro.


-Não,isso não é verdade....NÃO É CULPA SUA - Rachel esbravejou enquanto vinha na minha direção - VOCÊ NÃO PODE IR EMBORA,NÃO PODE NOS ABANDONAR-Ela falou em desespero soqueado o meu tórax num acesso de raiva que só parou quando eu mesmo segurei os seus pulsos firmemente.


-A minha decisão já esta tomada-Respondi tentando me manter firme.


-Você não pode abandonar a martinha, por direito você é o novo alfa, não pode nos deixar sem instruções- Sam me comunicou.


-Por deus, você acha que eu sei comandar alguma merda sequer, olha para o meu pai Sam- Apontei o seu corpo estirado no chão e dessa vez eu não me contive e comecei a chorar-Ele esta morto...Agora me diz ,como eu posso assumir algo tão complexo que nem ele que era tão capaz conseguiu evitar.


-Isso foi uma fatalidade, o plano era perfeito-Sam insistiu.


-Não,não podemos chamar isso de fatalidade Sam...não quando sabemos bem do risco que estamos nos envolvendo.


-Você esta insinuando que não somos palhos para aqueles merdas bebedores de sangue?-Jared perguntou entre dentes.


-Eu não estou insinuando nada- Rebati imediatamente e logo  resolvi acabar com aquela discussão.


-Por favor, fica Jacob... Por mim- Rachel pediu novamente.


-Eu não posso Rachel,aqui não é o meu lugar - Respondi depositando um beijo em sua testa com carinho e depois olhei para o meu pai novamente prometendo a mim mesmo que mataria com as minhas próprias mãos o desgraçado que havia feito isso com ele.


-Jacob se você sair da martinha, não vai poder mais voltar- Sam me alertou pela ultima e única vez antes que eu explodisse em um enorme lobo castanho avermelhado e saísse correndo floresta adentro,''sem absolutamente nada nas mãos''.

Eu tenho que dizer que abandonar a minha irmã e ver o meu pai morto estirado no chão foi uma das piores coisas que eu já passei na minha vida,mais hoje eu não me arrependo de ter saído de La Push na busca pela minha liberdade que durou exatamente cinco anos e meio até eu encontrar no meu caminho a coisa que mais amo nessa vida,um verdadeiro presente de deus,que mudou o meu rumo,a minha cabeça e os meus dias pra melhor.

Renesmee.
                                       
                                              By:natineces.

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